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24
jun

- Cover: All Saints, Under the Bridge
- Original: Red Hot Chili Peppers
- Categoria: Incoerência

Algumas coisas me deixam extremamente puto, como por exemplo gente que acha que Tears in Heaven é uma música fofinha de amor. Não é. É sobre o filho do Eric Clapton que caiu da janela de 53º andar. A porra do moleque ficou destroçado, não deve ter sobrado muita coisa dele porque ele ainda quicou no prédio do lado. O paralelo com esse post é imaginar o que esse monte de inglesinhas magrelas que são um clone vagabundo das Spices Girls sabem a respeito de morar embaixo da ponte. Pago um almoço no bandejão pra quem descobrir.

- Cover: Shakira, Back in Black
- Original: AC/DC
- Categoria: De boas intenções o inferno está cheio

A música até não está tão zoada e podemos interpretar essa versão como uma forma de mostrar pra um público novo outro estilo de música, etc etc etc. O problema é quando a Shakira abre a boca e começa a grunhir a música, como se fosse uma das Sexy Dolls, dando a entender que aquilo era uma voz sexy. Hum… não. Não era. Era só ruim mesmo.

- Cover: Sugababes feat. Girls Aloud, Walk this way
- Original: Aerosmith feat. Run DMC
- Categoria: Ruindade
É mais ou menos a mesma coisa das All Saints com a diferença que a heresia vem em dose dupla e com um dos grandes clássicos da música dos últimos 30 anos: simplesmente a música responsável por aproximar o hip-hop do rock além de trazer de volta o Aerosmith para fazer vários clipes com a Alicia Silverstone e a Liv Tyler se pegando (uma das maiores contribuições para a historia do rock). Até o clipe é chupado da versão original, mas assim como o cover, falha miseravelmente.

- Cover: Titãs, Pelados em Santos
- Original: Mamonas Assassinas
- Categoria:Senilidade

Houve uma época em que os Titãs eram A banda aqui no Brasil, cada disco vinha com 4 ou 5 faixas realmente sensacionais e tal. Aí eles foram envelhecendo, abandonando o grupo ou morrendo, a dor nas juntas foi aumentando, as músicas foram piorando, isso sem contar nos 3 cds seguidos só de regravações próprias ou covers de outros artistas. Entre algumas dessas pérolas está Pelados em Santos, do Mamonas Assassinas cantado por Nando Reis com a mesma empolgação de quem vê o torneio amador de bocha do Clube Pinheiros. Simplesmente horroroso.

- Cover: Fergie, Live and Let Die
- Original: Wings
- Categoria: Serial Killer

Eu já dei alguns pitacos sobre a versão da Fergie pra Live and Let Die, mas nunca é demais lembrar o quanto ela é ruim. E não é só com essa versão: Black Dog (Led Zeppelin), Santeria (Sublime), Start Me Up (Rolling Stones), Sweet Child o’ Mine (Guns’n'Roses) e Barracuda (Heart) são apenas algumas das pessoas que já morreram ou poderiam ter morrido de desgosto antes mesmo de receber o cheque dos royalties. Raciocinem, se no Black Eyed Peas ela já é insuportável fazendo só lalalala ou aham, aham, imagina quando ela se mete a cantar?

- Cover: Celine Dion e Anastasia – You Shook Me All Night Long
- Original: AC/DC
- Categoria: Sua tia no karaokÊ

Celine Dion já cometeu atrocidades que nunca sairam da sua cabeça como Because You Loved Me e My Heart Will Go On (a música do Titanic preferida por 10 entre 10 bolivianos que tocam flauta no centro da cidade). Porém nada se compara a essa versão que tem como cúmplice Anastasia – uma mina aí que acha que tem a voz da Tina Turner mas parece mais um marreco sendo estrangulado. Duas coisas que são interessantes de se notar. Essas porcarias são sempre duetos, né? Pessoal tem medo de se queimar sozinho. A outra é que se você ouve a versão original, sua mãe te manda desligar esse barulho, mas quando ela souber que a Celine Dion que canta é capaz que queira rebolar junto.

- Cover: Avril Lavigne, Fuel
- Original:Metallica
- Categoria: Falha Miserável

O MTV Icon foi um dos piores programas já criados em toda e qualquer filial de emissora, perdendo somente praqueles programas de encontros ás cegas ou qualquer outra merda que a Daniela Cicarelli tenha apresentado aqui no Brasil. O programa consistia basicamente em pega um ícone da música e forçá-lo a assistir um show inteiro cheio de artistas medonhos arruinando suas músicas, como Staind, Snoop Dogg, Limp Bizkit e Korn, mas foi com a minazinha cheia de ATITUDECHALIBRÁU que o caldo entornou de vez.

11
dez
Please, let die.
por Eric Franco

00:00 – Danny DeVitto (?!) anuncia com entusiasmo que a gente não via desde que ele fez aquele filme bobo onde ele é irmão gêmeo do Arnoldão: FERGIE! Nanico punheteiro do carai.

00:14 – Não é uma sirene, é apenas a srta. Stacy Ferguson gemendo e fazendo Paul McCartney se revirar no túmulo.

00:16 – A assessoria de Paul McCartney nos comunica que ele ainda não morreu.

00:26 – As garotas que tem menos bunda que Fergie e por isso são relegadas a segundo plano fazem uma coreografia que enche o coração das pessoas que estão vendo esse vídeo de vergonha alheia.

00:41 – Sabe, a gente sempre acha que esses rappers e cantores americanos em geral são ruins, mas nunca pode levar essa reflexão mais além porque as músicas consistem basicamente em “YO!, YEAH!, AHN AHN AHN e YIIPIE KI YEY, MOTHERFUCKER”. Aí quando eles resolvem cantar uma música de verdade eles dão uma bela desafinada como agora.

00:48 – Pra quem ainda tinha alguma esperança, ela acaba nesse momento. A música que ela está cantando é, sim, Live and Let Die, de Paul McCartney (e não do Guns’n'Roses, seu hardrockerzinho seboso).

01:13 – Porra, tem uma pistola de isopor no pedestal do microfone. Live, let die… sacaram? Putz, genial. Ninguém teria pensado nisso antes.

01:42 – A terceira garota da esquerda pra direita, tenta um passo ousado e piora a escoliose que a acompanha desde a infância. Pena que o plano de saúde do Sindicato das Dançarinas não cubra doenças pré-existentes.

02:00 – Fergie se joga no chão e relembra seus tempos de glória no concurso Panteras 99, no qual ela perdeu pra Helen Ganzaroli o direito de ser assistente de palco do Domingo Legal.

02:33 – “Do I look sexy?”. Não, só uma piranha vesga.

02:40 - O palco está explodindo! Minhas preces foram atendidas e… merda. Eram só efeitos pirotécnicos.

02:53 – Ela se pendura em alguma coisa e começa… a… voar. Cara, o coreógrafo dessa apresentação devia estar bem louco de pedra pra achar que isso não ia soar ridículo. Em todo caso, a corda podia arrebentar e ela poderia morrer de traumatismo craniano.

03:13 – Vamos lá. É agora. Ela roda mais que um peão naquela corda. A torcida pra que ela saia voando é grande e…

03:23 – … ela pousa sem nenhum arranhão. Entretanto, se você notar bem, no minuto…

03:34 – … ela está com uma cara de quem vai vomitar assim que o programa for para o intervalo. Não se acanhe, Fergie. Isso aconteceu com a gente desde que você grunhiu os primeiros versos dessa música. Please, die.