Hancock é um cara com superpoderes, mas que não consegue usá-los direito por um simples motivo: bebe mais que seu tio Almeida no churrasco de fim de ano da firma. Se seu tio já causa problemas só sendo barrigudo, imagine então um cara que voa, tem superforça, uma falta de habilidade social monstruosa e faz tudo isso mamado? Este é Hancock, supostamente um herói, mas que na realidade é quase o inimigo público nº 1 de Los Angeles. Toda essa história tende a mudar quando ele salva a vida de Ray (Jason Bateman), um relações públicas cheio de boas intenções, mas que não é muito bem sucedido em sua cruzada e que vê uma chance de mudar a imagem de Hancock para mostrar seu potencial E realizar suas boas ações ao mesmo tempo.

Foi u cão que botô pa nóis bebê, muleque.
Essa é uma sinopse decente de Hancock e vocês diriam que é uma boa premissa, mas que falta um conflito maior que colocaria Hancock frente a essa mudança de comportamento, atingindo assim o clímax da trama fazendo com que o herói se descobrisse e todos nós quiséssemos comprar bonequinhos e cadernos feios com Hancocks mal desenhados e por um preço salgado. Eu também achei isso, mas quando vi o resto me decepcionei.
Como o Théo disse lá no AOE, alguma coisa aconteceu depois da cena do banco. Ou eles escreveram o resto do roteiro correndo ou foram abduzidos e colocaram alguém da contabilidade pra terminar, mas o fato é que depois daquela cena o filme entra numa descendente de clichês e explicações insuficientes de doer, que vão desde a minúscula e mal contada mitologia em torno de seus poderes até a inclusão patética de um trio de vilões no fim do filme que poderiam ser derrotados até mesmo por Macaulay Caulkin em Esqueceram de Mim.
Will Smith é um cara que dificilmente decepciona, mas Hancock entrou no hall de grandes bobagens que ele já fez na vida junto com As Loucas Aventuras de James West. Se os executivos da Marvel estavam preocupados em usar o alcoolismo de Tony Stark em Homem de Ferro 2 temendo possíveis comparações com Hancock, eles podem dormir tranqüilos, aposto que Jon Favreau tem condições de explorar o assunto 1000 vezes melhor.

1 Comentário Recebidos
August 28th, 2008 @11:27
Acho que a maior cagada (ou maior sacada) desse filme é que eles não anunciarem que a maravelosa da Charlize Theron tá nele.
Tava esperando mais um filme do Will Smith à la “Eu sou a Lenda” onde ele é o único ator conhecido, última bolacha do pacote, sim-meu-ego-é-gigantesco style e etc…
Porém, quando eu me deparei com aquela loiraça, o filme ganhou 10 pontos, acho que foi devido ao efeito-surpresa… Minha namorada até me olhou de rabo-de-olho pra ver se eu não tava babando.
E sim, do meio pra frente, a bagaça descarrilhou e foi groselha atrás de groselha
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