
Dos textos que eu pesquisei, o fato de que 80% das minhas anotações batem com boa parte da opinião alheia mostra que eu não estava tão pinel quando achei que esse era um dos melhores trabalhos que eu já tinha ouvido e que este era também um dos grandes álbuns da carreira de Eddie Vedder. Talvez o ponto alto dessa química seja a semelhança entre a história de Christopher McCandless, retratada no filme de Sean Penn e algumas passagens da vida do vocalista do Pearl Jam que também saiu de casa muito jovem perseguindo seus ideiais.
O cd tem pouco mais de 33 minutos e talvez tenha como único defeito a brevidade de algumas faixas como No Ceiling, que te obriga a ficar voltando a faixa querendo que uma música tão boa não acabe com menos de um minuto e meio e que, junto com Society - a mensagem fundamental que o personagem mostra durante o filme - e Hard Sun, um single radiofônico dos bons feito pra se cantar balançando os braços, cover de um canadense chamado Indio formam uma tríade de boas canções que indiscutivelmente são as melhores do cd.
São dignas de nota também, Far Behind que poderia estar em qualquer disco Pearl Jam, desplugado ou não, a soturna Long Nights que arrepia até o último fio de cabelo de cada ouvinte e End of the Road, que seria um belo desfecho pro trabalho - tanto pelo nome, quanto pela levada - embalada por isqueiros e tochas acesas, afinal levantar celular ligado não é tr00 além de ser frontalmente oposto a ideologia de desprendimento que a trilha e o filme passam.
Into the Wild é um trabalho intimista (e que nem por isso deixa de ser grandioso) que leva ao pé da letra a máxima de que tudo que é bom dura pouco e que mesmo assim imprime sua marca em quem ouve. Parafraseando a letra de No Ceiling:
Sure as I am breathing
Sure as I’m sad
I’ll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
And there’s a reason I’ll be, a reason I’ll be back
We’ll be back. Quantas vezes forem necessárias
5 Comentários Recebidos
April 17th, 2008 @9:57
Eddie Vedder, junto com o Dave Grohl e o Soundgarden,, são as únicas coisas boas que o maldito movimento grunge nos deu.
Se não fosse por eles, as bandas que faziam aquela bosta tocariam as sextas no Largo da Batata… =P
April 17th, 2008 @14:18
O CD é foda mesmo, o filme é excelente, mas tudo que eu consigo pensar é que O HOMEM ME DEU UM PANDEIRO!
April 17th, 2008 @14:39
Música de 1 minuto X 4 horas de viagem = 240 repetições?
Ainda bem que a música é boa mesmo.
April 17th, 2008 @17:00
*abre o site de torrent*
April 17th, 2008 @17:23
Nossa, eu ganhei essa trilha de presente de aniversário e postei sobre ela no dia 15. Nada muito ténico como vc, mas achei engraçada a coincidência. E cara, que disco do caralho, amo Far Behind e Hard Sun. Lindo. Liiiiiiiiiindo! *momento fanatismo*
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