
A chuva talvez seja o fenômeno natural mais usado na música brasileira. Ela é um “temporal de amor“, é a chuva “que molha o corpo de alegria/para nunca mais chorar” e outras tantas bobagens. Porque parece que a chuva incita a bobagem e, salvo Cantando na Chuva, ninguém conseguiu dar um tom decente a essa condição climática.
Mesmo em inglês as coisas ficam bregas, como o Garbage em I’m only happy when it rains (mimimimimi) e o Eurythmics em Here comes the rain again, sempre seguida por um “fodeu” dos moradores próximos ao córrego Pirajuçara. Isso sem contar o Purple rain, do Prince, que só pelo nome entra no hall “abajur cor de carne” de associações estranhas entre cores e coisas.
Mesmo com tudo isso eu nunca entendi porque o Jorge Ben canta Chove chuva. Sério, ela só chove. Aliás, acho que o chover vem de chuva. A chuva até cai, mas porra, na maioria das vezes chove. É o mesmo que compor, sei lá, roda pião. O pião vai fazer o que além de rodar? Escrever um livro? Plantar uma árvore? Entrar para os Novos Baianos? Bem, esse último ele até pode, mas não vem ao caso.
Porra, chove chuva, na minha singela opinião, é chover no molhado.
Júlio César escreve no O Imperador e quando Deus mandou que eu escrevesse essa série como um sinal de que novamente choveria 40 dias e 40 noites, deixou ordens estritas pra que eu não o salvasse o Julio, pois dada a dimensão de sua cabeça obviamente a arca afundaria se eu decidisse desacatar o Senhor.

2 Comentários Recebidos
January 22nd, 2008 @15:03
Puta, que texto merda… =P
January 23rd, 2008 @15:15
ahahahaahahhaahahhaahahahahahahahahahahah
Eu não sei do que eu ri mais, se do texto de merda do Júlio, ou da apresentação do Eric - que, diga-se de passagem, eu contribuí pra ser criada e nem ganhei um link. Tem que ameaçar a mãe aqui, é??
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