mar
“Você até pode fazer um filme ruim com um roteiro bom, mas nunca vai conseguir fazer um filme bom com um roteiro ruim”
É com base nessa máxima que eu ouvi em algum lugar e não lembro de quem é que Guerra ao Terror foi o principal vencedor da noite do Oscar, derrubando Avatar do posto de favorito absoluto ao prêmio de melhor filme.
A cerimônia em si veio com a necessidade de manter a boa impressão do ano passado, com a apresentação inspirada de Hugh Jackman que também foi bastante ágil, muitas vezes separando as premiações de maneira temática (com a mesma pessoa apresentando som/mixagem de som ou maquiagem/figurino, por exemplo) e falhou miseravelmente. Alec Baldwin e Steve Martin começaram numa vibe #standupbr de corar até o mais tarimbado tiozão do churrasco que faz a clássica piada do pavê. Somado a isso, clipes intermináveis dos indicados e premiação de barbadas como Cristoph Waltz como Melhor Ator Coadjuvante e Up como Melhor Longa de Animação tiraram muito da paciência do espectador.
Acredito que quem ficou até o fim da transmissão o fez apenas pra saber como ficaria a disputa entre Avatar e Guerra ao Terror. James Cameron e seus 12 anos de produção, seus métodos revolucionários de filmagem e seus 237 milhões de dólares para produção do filme tinham um grande lobby a seu favor, que no entanto foi sumariamente ignorado pelos 6 Oscars (de 9 possíveis) recebidos por Guerra ao Terror, entre eles, os principais: Melhor Filme e Melhor Direção.
O detalhe interessante é que aqui no Brasil, a Imagem Filmes, distribuidora de Guerra ao Terror, já tinha lançado o filme diretamente para DVD.

Bom, nem eu aguento mais o Oscar, então segue pra vocês a lista de todos os caboclos que levaram o careca dourado pra casa.
Melhor filme
Guerra ao terror
Melhor direção
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”
Melhor atriz
Sandra Bullock, “Um sonho possível”
Melhor ator
Jeff Bridges, “Coração louco”
Melhor atriz coadjuvante
Mo’Nique, “Preciosa”
Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”
Melhor animação
“Up – Altas aventuras”
Melhor roteiro original
“Guerra ao terror”
Melhor roteiro adaptado
“Preciosa”
Melhor filme estrangeiro
“O segredo dos seus olhos” (Argentina)
Melhor edição (montagem)
“Guerra ao terror”
Melhor documentário
“The cove”
Melhores efeitos visuais
“Avatar”
Melhor trilha sonora
“Up – Altas aventuras”
Melhor canção
“The weary kind”, de “Coração louco”
Melhor cinematografia (fotografia)
“Avatar”
Melhor mixagem de som
“Guerra ao terror”
Melhor edição de som
“Guerra ao terror”
Melhor figurino
“The young Victoria”
Melhor direção de arte
“Avatar”
Melhor maquiagem
“Star trek”
Melhor curta-metragem
“The new tenants”
Melhor documentário em curta-metragem
“Music by Prudence”
Melhor curta-metragem de animação
“Logorama”
ago
A notícia é velha, mas só lembrei de comentar agora e não dava pra passar em branco.
A distribuidora Playarte Pictures, talvez inspirada em seu recente lançamento, picotou 26 MINUTOS de Halloween – O Início, dirigido por Rob Zombie (de Rejeitados pelo Diabo) da versão original e levou aos cinemas um filme de terror basicamente sem… terror.
Tudo isso, pra levar a classificação indicativa do filme de 18 anos (basicamente por conter suicídio, crueldade e assassinato) para o mundo encantando dos pôneis e fãs de Crepúsculo (que conta com vampiros bonzinhos que brilham sob a luz do sol).
Aí eu penso: se anda feito um pato, fala feito um pato e nada feito um pato, porque você quer que pareça uma galinha? Se o filme é cheio de cenas fortes é porque a história pede isso. Se você representa essa porra por aqui, DEAL WITH THAT. Ou então abra mão desse direito e deixe a distribuição para alguém que tenha um par de bolas ao invés de explorar os trouxas com a versão do DVD “sem cortes!”
Seria bom se todo mundo começasse a baixar os filmes distribuidos pela Playarte (como Viagem ao Centro da Terra, Perigo em Bangkok, A Bússola de Ouro, Senhores do Crime, Blade e A Hora do Rush) pra comparar se mais algum filme foi brutalmente mutilado devido aos humores da empresa pra aí sim, prestigiar esse pessoal no cinema.
jul
Vocês já devem ter percebido que eu não sou exatamente o que se pode chamar de uma pessoa fácil de agradar, certo? Quando eu teimo com uma coisa é praticamente impossível de fazer com que eu mude de idéia e modéstia a parte eu tenho o irritante hábito de ter razão na maior parte das vezes em que essa teimosia se faz presente.
Quando Borat foi lançado em 2006 foi uma febre. Todas as pessoas só falavam no método pitoresco de filmagem, protagonizando cenas “reais” e constrangedoras expondo a ignorância e o preconceito do povo norte-americano através do apresentador de TV Borat Sagdiyev, auto-entitulado “O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão”.
Pois bem, eu não vi Borat ainda. Vi uns 5 ou 6 clipes e trailers e fiquei com a nítida impressão de que o filme contava com as mesmas piadas durante os 84 minutos de duração.
E é aí que eu que quero chegar, já que eu senti a mesma simpatia pela nova empreitada de Sacha Baron Cohen, Brüno, que pode ser resumida simplesmente como a versão gay-européia-sem bigode de Borat.

Brüno também é um apresentador de TV, também tem a América como destino e também constrange na intenção de fazer rir. Depois de ser expulso de seu próprio talk show na Áustria, ele parte em direção a Hollywood – lugar certo pra quem quer voltar a ser o centro das atenções – utilizando de expedientes relativamente conhecidos como adotar um bebê africano ou fazer uma sex tape, geralmente tirando uma com a cara dos incautos que não sabem que tudo aquilo faz parte do circo armado por Cohen.
O filme inegavelmente tem gags bacanas (as seqüências com o pastor que converte gays em héteros é uma das melhores) mas acredito que Baron Cohen sofre o mesmo problema de Will Ferrell: faz participações especiais em outros filmes são sensacionais (Ricky Bobby, Sweeney Todd) , mas invariavelmente não dão conta de mudar de careta ou de piada quando são protagonistas, transformando a coisa toda numa Praça é Nossa com orçamento ilimitado.
jun
Tá frio, minha namorada tá trabalhando e é emenda de feriado. Isso significa que eu não estou nem um pouco afim de fazer um post novo pra vocês. E também não quero fazer um post com “as melhores comédias românticas de não sei o que” porque TODO MUNDO tá fazendo isso hoje. O pessoal tá mais sem criatividade do que eu.
Então, só pra completar esse refrão (eu vou enfiar um palavrão: cu!) segue a resenha de um filme bonitinho que foi publicado em agosto de 2006 num outro blog meu. Pegue na locadora, se enfie debaixo das cobertas e assista com o seu senhor/sua senhora.
A CASA DO LAGO
20buscar diz:
I bought a house on the lake… it’s beautiful
Gata100gato diz:
(heh)
Pra simplificar essa resenha pra você, caro amigo nerd que tem um blog, A Casa do Lago (The Lake House, 2006) é como se fosse um relacionamento que começou na Internet. É um pouco mais bizarro (se é que pode ser mais bizarro do que pegar alguém à distância) porque se trata de uma distância de tempo, e não de espaço.
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jun
“This is John Connor. If you are listening to this,you are the resistance.”

Se você resistiu a idéia de que nada de bom poderia ser feito depois de Exterminador do Futuro 3 – um completo desperdício de tempo e dinheiro – e planeja dar uma chance pro novo filme da série tem boas chances de ser recompensado.
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abr
Outro dia estava caçando o perfil do Christian Bale não sei pra que, até que me veio um estalo e eu tive essa incrível epifania

Deus TODO PODEROSO

JESUS!
abr
Provando que o tempo não para, o distinto senhor na foto que vocês vêem a seguir é Malcolm McDowell, o Alex DeLarge de Laranja Mecânica.

A foto faz parte de um ensaio para a Enteirtanment Weekly com 4 dos principais vilões do cinema nos últimos 25 anos: Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), Catherine Tramell (Sharon Stone) e a enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher) além do próprio McDowell.
Esse tipo de coisa não devia ser publicado. Deveríamos ter a imagem desses ícones gravadas em nossas retinas no auge da sua forma. Sabem porque?
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mar
Sendo eu um sujeito mais safado do que os safados do Melhores do Mundo, resolvi copiar a idéia na cara dura (e ainda fui encorajado pelo Bugman) de um post que ele fez recentemente, cogitando possíveis continuações para o filme do Watchmen.
Com as notícias recentes de filmes do McGyver, Johnny Quest e outras tranqueiras, não demora muito até que alguém tenha uma idéia tão imbecil quandto as nossas.
1 OZ-CHARCH
De longe, as cenas com o Roscharch na cadeia são as melhores sequencias do filme. Porque não turbinar o que deu certo e esticar essas cenas por mais 2 horas? Joguem Kovacs na penitenciária Oswald Maximum junto com Schilinger, Alvarez e Adebisi e teremos o crossover mais sangrento do mundo.
2. DR. MANHATTAN
Jon Osterman (Billy Crudup) é um jovem cientista que quer fazer uma experiência com física nuclear em Manhattan. No meio do processo, ele se envolve num acidente (que inclusive lhe dá super poderes e deixa seu bilau azul) e que derruba a energia de país inteiro. O presidente (Michael J. Fox) fica muito puto com ele e o condena a prestar serviços para o povo americano. Inicialmente ele detesta a ideia, mas, percebendo que a imortalidade e onipotência são um saco, começa a se aproximar da população, especialmente de Laurie, uma bela jovem que combate o crime.
PS: A referência é bastante obscura, então crica aqui e veja a sinopse de Dr. Hollywood.
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mar

01. ADAPTAÇÃO
Ainda não li Watchmen e não vou entrar numa discussão com vocês se o bingulim do Dr. Manhattan aparece menos vezes do que na HQ
02. ABERTURA
Uma das mais bonitas que eu já vi. Não sei como o Art of the Title Sequences ainda não postou.
03. ROSCHARCH
Sabe aqueles personagens que você sai do cinema querendo ser? Admita, você já tentou soltar teia pelo pulso depois de ver Homem Aranha e já quis mandar fazer uma Hatori Hanzo depois de Kill Bill. Pois bem: veja Watchmen, chegue em casa, faça um cafézinho e depois use o filtro Wallita com manchas de café como máscara. Jack Earle Haley é o cara!
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mar
Depois do Wolverine saracotear no Oscar cantando e dançando com o pessoal do Mamma Mia e do High School Musical, e Will.I.Am do Black Eyed Peas ser escalado para interpretar John Wraith (aliás o Black Eyed Peas está em todas: Taboo é o Vega em Street Fighter e Fergie participou recentemente de Planet Terror e Poseidon), vem a público mais uma pista dos rumos que o filme deve tomar:


Tato do Falamansa foi escalado como Gambit!
Eu estou achando que esse filme vai ser igual X Men 3: eles colocam 67 personagens, não exploram nenhum direito, muitos atores terão atuações vergonhosas e vai todo mundo descer o cacete. Quem quiser ver mais imagens vergonhosas, além do trailer vá lá no Melhores do Mundo
E depois vocês dizem que o Alan Moore reclama demais.



