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20
jul
Brüno
por Eric Franco

Vocês já devem ter percebido que eu não sou exatamente o que se pode chamar de uma pessoa fácil de agradar, certo? Quando eu teimo com uma coisa é praticamente impossível de fazer com que eu mude de idéia e modéstia a parte eu tenho o irritante hábito de ter razão na maior parte das vezes em que essa teimosia se faz presente.

Quando Borat foi lançado em 2006 foi uma febre. Todas as pessoas só falavam no método pitoresco de filmagem, protagonizando cenas “reais” e constrangedoras expondo a ignorância e o preconceito do povo norte-americano através do apresentador de TV Borat Sagdiyev, auto-entitulado “O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão”.

Pois bem, eu não vi Borat ainda. Vi uns 5 ou 6 clipes e trailers e fiquei com a nítida impressão de que o filme contava com as mesmas piadas durante os 84 minutos de duração.

E é aí que eu que quero chegar, já que eu senti a mesma simpatia pela nova empreitada de Sacha Baron Cohen, Brüno, que pode ser resumida simplesmente como a versão gay-européia-sem bigode de Borat.

bruno

Brüno também é um apresentador de TV, também tem a América como destino e também constrange na intenção de fazer rir. Depois de ser expulso de seu próprio talk show na Áustria, ele parte em direção a Hollywood – lugar certo pra quem quer voltar a ser o centro das atenções – utilizando de expedientes relativamente conhecidos como adotar um bebê africano ou fazer uma sex tape, geralmente tirando uma com a cara dos incautos que não sabem que tudo aquilo faz parte do circo armado por Cohen.

O filme inegavelmente tem gags bacanas (as seqüências com o pastor que converte gays em héteros é uma das melhores) mas acredito que Baron Cohen sofre o mesmo problema de Will Ferrell: faz participações especiais em outros filmes são sensacionais (Ricky Bobby, Sweeney Todd) , mas invariavelmente não dão conta de mudar de careta ou de piada quando são protagonistas, transformando a coisa toda numa Praça é Nossa com orçamento ilimitado.

2 Comentários para “Brüno”


  1. Cara, tô contigo e não abro. Até porque assisti Borat e ainda não entendi o por quê de tanto oba-oba. O filme tem seus momentos, mas no geral é fraquinho – o que me faz pensar que realmente não quero assistir Brüno de jeito nenhum…


  2. o cômico dos filmes é bem implícito, mas nada muito ôba-ôba, como o rapaz aí de cima falou, não..

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