
Engraçado que na busca atrás de matérias e/ou posts pra falar desse cd eu não consegui achar um só artigo que não citasse que o disco foi feito sem a interferência de computadores, num processo artesanal que levou apenas 7 dias e contou com o uso das antigas fitas magnéticas que já viraram material obsleto hoje em dia, sendo que isso não faz a menor diferença pra mim e pra você que não temos ouvidos treinados pra detectar cada mínimo detalhe da produção de um disco ou então pra encher lingüiça.
Mas agora vocês sabem disso e eu não consegui fugir a regra.
O que realmente importa é que Harper continua fazendo música boa, afinal, talvez com a exceção de Younger than today que mais parece uma versão de Coldplay (e isso não é um elogio) todas as outras canções contam com batidas contagiantes, riffs singelos que grudam na sua cabeça e em alguns casos mais extremos - onde o álbum finalmente te mostra porque é imperativo que você o ouça - em Say you will e Put it on me é difícil ficar parado e não tamborilar os dedos ou lembrar das backing vocals gorduchas que acompanhavam os soulmans da Motown na década de 70.
Mais dois bons motivos pra se prestar atenção em Lifeline são a instrumental Paris Sunrise #7 e a melancólica Fool for a lonesome train. O talento de Ben Harper como músico e compositor, seja com produções analógicas ou digitais, sempre rende bons trabalhos e Lifeline reforça ainda mais essa teoria.
Larga esse cd do Jack Johnson e vá ouvir Lifeline. Agora.
2 Comentários Recebidos
December 4th, 2007 @10:55
Se eu precisasse de convencimento pra ir procurar o cd do Ben Harper, o fecho do seu texto seria mais que suficiente.
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