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Você sabe que o pessoal de Hollywood está totalmente sem idéias quando eles começam a ressuscitar TODOS os filmes de baixo orçamento da década de 80 que fizeram a alegria da molecada na Sessão da Tarde e que tinham os roteiros mais safados do mundo. (um filme inteiro sobre cabular aula? 4 filmes sobre alguém aprendendo a lutar karatê?). Pois bem, agora estão pensando em fazer o oitavo filme da Loucademia de Polícia.
Não me entendam mal: Loucademia de Polícia é sensacional, mas um novo filme talvez destrua toda a lembrança que tenhamos dos anteriores. Pra piorar ainda mais as coisas, Paul Maslansky – o caboclo que produziu todos os outros filmes e está produzindo este também – disse que vai ser só mais uma edição do filme, como se fosse uma continuação. DEZESSEIS ANOS depois do último. Como o elenco já deve ter se aposentado e não corre mais atrás de bandidos, a franquia promete virar um American Pie da vida, que mantém o nome, mas a cada nova edição vem com atores diferentes – e ainda piores que no filme anterior.
Já que a desgraça é inevitável, decidi montar um elenco pra um remake do primeiro filme (que dá pra ver inteiro no Youtube com a dublagem original do SBT!). Só tem fera com salário astronômico, porque eu não tenho que gastar dinheiro com isso mesmo. :P
Parece ser um pouco cedo pra falar, afinal, o único papel de destaque dele foi em Se Beber, Não Case, mas Bradley Cooper parece ser o novo bonitinho-engraçado que está em alta em Hollywood. Não que Steve Guttemberg, o Mahoney original seja lá um modelo de beleza (eram os anos 80, dê um desconto), mas o personagem pede um sujeito que seja minimamente bem apessoado – pra se destacar no meio do resto do elenco bizarro – além, é claro, de ser sacana ao extremo, papel que Cooper já mostrou tirar de letra em Se Beber, Não Case.
Pra quem não lembra, Johnson era o cadete meio pinel que fazia os mais variados barulhos com a boca, seja pra dissipar uma rebelião com uma metralhadora ou simplesmente forjando um chamado no rádio pra livrar a cara dos colegas. Eu nunca soube se o ator sabia fazer aquela barulheira toda de verdade (provavelmente não, mas vai saber, tem gente que consegue). Em todo caso, bota o Chris Rock e deixa o resto na mão dos engenheiros de som.
Já repararam que todo papel do Vince Vaughn é de um cara grande e bobo, que parece um ogro, mas que na verdade tem um bom coração? Pois é, o Tackleberry é exatamente isso: um caipira aficcionado por armas, que parece perigoso, mas que no fundo, no fundo, só quer proteger os cidadãos do perigo.
Eu ia colocar o Alan Arkin, só pelo LOL aqui, afinal ele ve, fazendo umas comédias, era o chefe no Agente 86 e tals. Mas se tem alguém mais fanfarrão e que não sabe dizer não (mesma escola do Liam Neeson e do Michael Caine) em Hollywood, esse alguém é o Mr. Walken aqui. Se ele topou até fazer Click, mesmo sabendo que no final era tudo um sonho (foda-se que é spoiler, te livrei de assistir um filme ruim), ele aceita qualquer coisa.
Eu fiquei matutando um tempo pra escolher aqui, aí lembrei dessa foto aqui do caboclo e lembrei que ele tinha um cara de quem era zoado todo dia por safados feito o Mahoney no colégio. E convenhamos: até lembra um pouquinho, vá!
Pro post não ficar uma tripa de tão comprido aqui vão as outras sugestões. Usem sua imaginação ou venham aqui editar as imagens:
Djimon Honsou como Jamanta, Jada Pinkett Smith como Hooks, Katherine Heigl como Thompson, Michelle Rodriguez como Sgt. Callahan, Christian Bale como Blankes e Seth Green como Copeland e finalmente Kyle Gass como Barbara e Ed Helms como Fackler.
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“Você até pode fazer um filme ruim com um roteiro bom, mas nunca vai conseguir fazer um filme bom com um roteiro ruim”
É com base nessa máxima que eu ouvi em algum lugar e não lembro de quem é que Guerra ao Terror foi o principal vencedor da noite do Oscar, derrubando Avatar do posto de favorito absoluto ao prêmio de melhor filme.
A cerimônia em si veio com a necessidade de manter a boa impressão do ano passado, com a apresentação inspirada de Hugh Jackman que também foi bastante ágil, muitas vezes separando as premiações de maneira temática (com a mesma pessoa apresentando som/mixagem de som ou maquiagem/figurino, por exemplo) e falhou miseravelmente. Alec Baldwin e Steve Martin começaram numa vibe #standupbr de corar até o mais tarimbado tiozão do churrasco que faz a clássica piada do pavê. Somado a isso, clipes intermináveis dos indicados e premiação de barbadas como Cristoph Waltz como Melhor Ator Coadjuvante e Up como Melhor Longa de Animação tiraram muito da paciência do espectador.
Acredito que quem ficou até o fim da transmissão o fez apenas pra saber como ficaria a disputa entre Avatar e Guerra ao Terror. James Cameron e seus 12 anos de produção, seus métodos revolucionários de filmagem e seus 237 milhões de dólares para produção do filme tinham um grande lobby a seu favor, que no entanto foi sumariamente ignorado pelos 6 Oscars (de 9 possíveis) recebidos por Guerra ao Terror, entre eles, os principais: Melhor Filme e Melhor Direção.
O detalhe interessante é que aqui no Brasil, a Imagem Filmes, distribuidora de Guerra ao Terror, já tinha lançado o filme diretamente para DVD.

Bom, nem eu aguento mais o Oscar, então segue pra vocês a lista de todos os caboclos que levaram o careca dourado pra casa.
Melhor filme
Guerra ao terror
Melhor direção
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”
Melhor atriz
Sandra Bullock, “Um sonho possível”
Melhor ator
Jeff Bridges, “Coração louco”
Melhor atriz coadjuvante
Mo’Nique, “Preciosa”
Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”
Melhor animação
“Up – Altas aventuras”
Melhor roteiro original
“Guerra ao terror”
Melhor roteiro adaptado
“Preciosa”
Melhor filme estrangeiro
“O segredo dos seus olhos” (Argentina)
Melhor edição (montagem)
“Guerra ao terror”
Melhor documentário
“The cove”
Melhores efeitos visuais
“Avatar”
Melhor trilha sonora
“Up – Altas aventuras”
Melhor canção
“The weary kind”, de “Coração louco”
Melhor cinematografia (fotografia)
“Avatar”
Melhor mixagem de som
“Guerra ao terror”
Melhor edição de som
“Guerra ao terror”
Melhor figurino
“The young Victoria”
Melhor direção de arte
“Avatar”
Melhor maquiagem
“Star trek”
Melhor curta-metragem
“The new tenants”
Melhor documentário em curta-metragem
“Music by Prudence”
Melhor curta-metragem de animação
“Logorama”
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Disney recria capas de discos com crianças: o truque de colocar crianças no lugar de adultos – já meio batido – faz parte da campanha de divulgação da série I’m in the Band, no ar desde o início de janeiro no canal Disney XD. Entre as imagens estão Abbey Road (The Beatles), Queen II (Queen) e Parallel Lines (Blondie). A série que conta a história de um pirralho que realiza o sonho de todo pirralho: se juntar a sua banda favorita. Estréia no Brasil na segunda quinzena de março.
Aprenda a se maquiar como o Coringa: num passado meio distante eu mostrei um jeito bastante peculiar de parecer o Coringa. Se você não está afim de ficar com uma cicatriz pro resto da vida e quer simplesmente fugir da tradicional fantasia de Zorro na próxima festa a fantasia, assista ao vídeo e da próxima vez que citar “Do you wanna know how I got these scars?” a resposta vai ser “in a tutorial on the Youtube”. (via The Daily What)
Top 10: Filmes pra ficar feliz: como todo mundo adora uma desgraça, um dos posts mais lidos do Rosebud é o Trenó (assinem o feed, é muito bom!) é o Top 10 – Filmes pra ficar deprimido. Na intenção de impedir um suicídio em massa dos leitores, dessa vez a lista é de filmes pra dar risada e/ou se sentir bem com a Vida, o Universo e Tudo Mais.
Fotos raras de pessoas famosas: ok, esse aqui deve ser mais velho que andar pra frente, mas se alguém não tinha visto, fica a dica. São várias fotos de coisas que você nunca pensou que veria: George Clooney moleque com cara de quem apanhava na escola, Mick Jagger barbudo como Marcelo Camelo, Eric Clapton com a vovó, Charles Chaplin de sunga, Sean Conney lambuzado de óleo posando como Mr. Universo. Enfim, a lista é infindável. Porque você está aqui ainda?
UPDATE: Acabei de publicar o post e o Mashable acaba de postar essa pérola: uma reunião com vários ex-presidentes americanos tentando aconselhar o Obama. No entanto, o assunto do vídeo é o de menos, bacana mesmo é ver Fred Armisen (Barack Obama), Will Ferrell (George W. Bush), Darrell Hammond (Bill Clinton), Dana Carvey (Bush Sr.), Jim Carrey (Ronald Reagan), Dan Akroyd (Jimmy Carter) e Chevy Chase (Gerald Ford) – todos crias no Saturday Night Live – zoando muito os caras mais poderosos do planeta. Mesmo que você não goste de nenhum deles, vá pelo menos ver a caracterização do Jim Carrey como Reagan, simplesmente impagável.
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Patins já foram febre mundial. E nem tô falando dos modernos patins inline que tomaram as ruas na década de 90. Estou lembrando dos patins de 4 rodas. Recentemente, Madonna tentou trazer a moda de volta e colocou um monte de patinadores com modelitos da década de 70 num clipe:
Mas mesmo a diva de todas as bibas não conseguiu apagar da memória cenas medonhas como essa:
Os anos 80 foram assustadores tanto em termos de figurino quanto de cabelos, maquiagem e coreografias.
De tempos em tempos, a propaganda traz de volta os patins – nesse caso aqui até com uma menina bem jeitosa com uma bela saia curta:
No entanto, o único vídeo com patinação e dignidade juntas que encontrei foi esse. Acompanhem o show a partir do minuto 1:50:
Não se fazem mais patinadores como antigamente.
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Existe uma cláusula pétrea em torno da definição do que é e do que não é um One Hit Wonder, e ela diz o seguinte:
Nem todo One Hit Wonder toca na Alpha FM, mas toda música que toca na Alpha FM é um One Hit Wonder.
Dito isso, vamos falar de mais uma daquelas músicas que ninguém ouve por livre e espontânea vontade, mas quando entra num táxi ou está na sala de espera do dentista – e ós rádios desses lugares tem um prego em cima da freqüência da Alpha FM – e ouve aquela introdução conhecidíssima já pensa “NUOOOSSA, O MELÔ DO PAPEL!”.
Primeiramente permitam-me estragar de uma vez por todas as lembranças de vocês: a música não fala nada sobre papel. O refrão, diz algo como “ba ba ba ba build”, e a música é uma crítica as construtoras que compravam áreas urbanas degradadas e antigas na Inglaterra e as derrubavam pra construir prédios novos, destruindo assim as raízes que elas tinham erguido por ali.
Outro fato pitoresco é que especificamente essa música atingiu somente o 15º lugar das paradas inglesas, apesar de ser a única efetivamente conhecida deles, enquanto os singles Happy Hour (3º lugar) e Caravan of Love (1º lugar) tiveram resultados mais expressivos apesar de ninguém conhecer e de seus vídeos com dancinhas ridículas.
Tirando isso, a única coisa digna de nota que existe pra se saber sobre o The Housemartins, é que o baixista Norman Cook, com o fim da banda (e dos clipes com dancinhas bisonhas, dos cortes de cabelo mal ajambrados e das músicas mela cueca) decidiu virar DJ e hoje em dia é mil vezes mais conhecido do que naquela época. Seu nome? Fatboy Slim.
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Normalmente o período sabático engloba um tempo onde você sai do emprego para ter um tempo para se aprofundar nos seus interesses pessoais, sejam eles quais forem. É uma iniciativa de auto-conhecimento. O termo vem do vocabulário hebraico e significa repouso. Corresponde ao dia de recolhimento semanal dos judeus.
Aqui aconteceu basicamente o inverso. Ao invés de eu chutar as coisas pro alto e começar a traduzir memes – além de colocar minha marca d’água nas imagens, caso eu soubesse fazer isso – pra ganhar milhares de fãs e rios de dinheiro, fui tragado por um universo repleto de trabalho, preguiça, saco cheio do layout antigo e descrença na humanidade, comprovado por comentários sugerindo que eu sou mulher, puta, lésbica e que dou o cu todo dia (bom, se eu fosse puta mesmo e estivesse fornecendo meu orifício diariamente, pelo menos estaria levantando uma grana) ou usuários do BOL passando correntes sobre um projeto de lei qualquer sobre deficência auditiva, porque obviamente só leu o título do blog e achou que tinha alguma coisa a ver com o assunto (institutos psiquiátricos e oftalmológicos, não cometam o mesmo erro e sumam daqui).
Tudo isso resultou num quase hiato de um ano (só foram publicados 10 posts desde maio/2009 até hoje). Então, cá estou eu pra fazer duas coisas que eu já disse que odiava em outra ocasião, afinal vocês podem ver as duas coisas: estou voltando a escrever e mudei o layout. Ah sim, odeio falar isso porque suponho que vocês não sejam idiotas e percebam ambas as coisas (a menos que você esteja lendo pelo RSS. Neste caso, venha aqui comentar, seu preguiçoso safado).
Enfim, a preguiça passou, o layout mudou (e ainda falta ajeitar algumas coisas, caso você encontre algum problema, me avise, por favor) e os comentários… bem, melhor deixar pra lá antes que eu desista antes de voltar de vez.

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“Acho que o compartilhamento gratuito é uma ferramenta bacana, mas que [...] favorece determinados tipos de artistas: aqueles que estão muito no início da carreira, e aqueles absolutamente medíocres, que não têm a menor chance de ser descobertos por gravadora, produtor, etc. Para eles, o fim da indústria é muito festejado porque representa o nivelamente por baixo, favorece a mediocridade.”
“As pessoas têm mania de demonizar a indústria, mas se esquecem que tanto o “Samba esquema noise” quanto o “Da lama ao caos” só conseguiram transformar totalmente o ambiente cultural do Recife por causa do interesse de uma grande gravadora. Se a indústria some de vez, desde os medalhões, todo mundo que é referência vai ter de partir pra lei de incentivo. Será que o guarda-chuva vai abrigar desde Roberto Carlos até Mundo Livre, fora os novos que vão surgir?
Fred Zero Quatro, fundador do Mundo Livre S/A no maior festival de bullshitagem dos últimos tempos, pagando de gatão dizendo que só vai sobrar merda se a indústria fonográfica ruir – ainda não ruiu? – o que, de alguma maneira deve elevar o Mundo Livre a uma espécie de Olimpo do bom gosto. Não que seja muito difícil num cenário onde temos basicamente os discípulos do Rick Bonadio de um lado e um monte de meninas magrelas com o cabelo esquisito tentando emular Clara Nunes do outro.
Sobre o tamanho do guarda-chuva: Democratização do processo de produção de música vs. meia dúzia de donos de gravadoras que só vão na carona da modinha?
Pede pra sair, Zero Quatro.
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Poderíamos resumir Lie To Me assim:
O Dr. Cal Lightman consegue perceber uma lorota no que alguém diz apenas observando a linguagem não-verbal. Quando alguém encolhe os ombros, gira a mão ou levanta o lábio superior, ele sabe que a pessoa está mentindo. Lightman é o mais importante especialista do mundo, um cientista capaz de saber não apenas se a pessoa está mentindo, mas também a razão de estar fazendo isso.
E aí você pensa “o cara é fodão, resolve todos os crimes em 5 minutos e não fica me enrolando igual o pessoal do CSI”, Isso seria bacana se examinando essas microexpressões, sua habilidade também não fosse um obstáculo na vida pessoal, onde familiares e amigos se enganam tão facilmente como fazem os criminosos que ele tenta desmascarar.
E é esse ponto que os roteiristas devem focar para que a série não caia no ciclo vicioso de: crime > breve investigação > achar microexpressões > rodada de suco pra galere. Até que ponto vai o envolvimento desses investigadores nos casos que eles tem que resolver e quais dilemas morais eles terão de enfrentar para que esse envolvimento não prejudique suas análises?

E tudo isso, nada mais é do que o que a gente faz todos os dias, com todo mundo. Acobertar uma pequena cagada, perdoar alguém que a gente tem certeza que está mentindo e por aí vai. A diferença é que não somos tão bons quanto o Tim Roth e não matamos ninguém todas as terças. Bom, pelo menos eu não faço isso.
Uma coisa bacana que vai acontecer se você acompanhar e gostar de Lie to Me é que você vai reparar nas microexpressões tanto nas séries que você já acompanha como CSI, Law & Order ou Coldcase como na sua própria expressão ou na das pessoas que você está conversando. Percebi isso no dia em que houve a exibição do primeiro episódio para alguns convidados e o Dr. Breno Montanari, perito forense que foi lá bater papo conosco sobre lorotas – inclusive comentando que a série foi basada em alguns estudos de Paul Ekman sobre essas microexpressões – e disse que eu passei a noite inteira de braços cruzados (que depois eu vim a identificar como um “não fale comigo e não me use como exemplo”) ou seja, falhei miseravelmente.
O elenco de Lie to Me conta com Tim Roth (O Incrível Hulk), Kelli Williams (Men in Trees), Brendan Hines (The Terminator: The Sarah Connor Chronicles) e a estreante Monica Raymund e vai ao ar a partir de 29 de setembro, todas as terças às 22:00 na Fox (provavelmente dublado, aprenda inglês e coloque no SAP ou espere pra assistir no Mundo Fox).
Quem quiser saber mais sobre mentiras e sobre a série ainda pode acompanhar o Mentira.blog.br e o twitter oficial LieToMeBR
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A notícia é velha, mas só lembrei de comentar agora e não dava pra passar em branco.
A distribuidora Playarte Pictures, talvez inspirada em seu recente lançamento, picotou 26 MINUTOS de Halloween – O Início, dirigido por Rob Zombie (de Rejeitados pelo Diabo) da versão original e levou aos cinemas um filme de terror basicamente sem… terror.
Tudo isso, pra levar a classificação indicativa do filme de 18 anos (basicamente por conter suicídio, crueldade e assassinato) para o mundo encantando dos pôneis e fãs de Crepúsculo (que conta com vampiros bonzinhos que brilham sob a luz do sol).
Aí eu penso: se anda feito um pato, fala feito um pato e nada feito um pato, porque você quer que pareça uma galinha? Se o filme é cheio de cenas fortes é porque a história pede isso. Se você representa essa porra por aqui, DEAL WITH THAT. Ou então abra mão desse direito e deixe a distribuição para alguém que tenha um par de bolas ao invés de explorar os trouxas com a versão do DVD “sem cortes!”
Seria bom se todo mundo começasse a baixar os filmes distribuidos pela Playarte (como Viagem ao Centro da Terra, Perigo em Bangkok, A Bússola de Ouro, Senhores do Crime, Blade e A Hora do Rush) pra comparar se mais algum filme foi brutalmente mutilado devido aos humores da empresa pra aí sim, prestigiar esse pessoal no cinema.
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Vocês já devem ter percebido que eu não sou exatamente o que se pode chamar de uma pessoa fácil de agradar, certo? Quando eu teimo com uma coisa é praticamente impossível de fazer com que eu mude de idéia e modéstia a parte eu tenho o irritante hábito de ter razão na maior parte das vezes em que essa teimosia se faz presente.
Quando Borat foi lançado em 2006 foi uma febre. Todas as pessoas só falavam no método pitoresco de filmagem, protagonizando cenas “reais” e constrangedoras expondo a ignorância e o preconceito do povo norte-americano através do apresentador de TV Borat Sagdiyev, auto-entitulado “O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão”.
Pois bem, eu não vi Borat ainda. Vi uns 5 ou 6 clipes e trailers e fiquei com a nítida impressão de que o filme contava com as mesmas piadas durante os 84 minutos de duração.
E é aí que eu que quero chegar, já que eu senti a mesma simpatia pela nova empreitada de Sacha Baron Cohen, Brüno, que pode ser resumida simplesmente como a versão gay-européia-sem bigode de Borat.

Brüno também é um apresentador de TV, também tem a América como destino e também constrange na intenção de fazer rir. Depois de ser expulso de seu próprio talk show na Áustria, ele parte em direção a Hollywood – lugar certo pra quem quer voltar a ser o centro das atenções – utilizando de expedientes relativamente conhecidos como adotar um bebê africano ou fazer uma sex tape, geralmente tirando uma com a cara dos incautos que não sabem que tudo aquilo faz parte do circo armado por Cohen.
O filme inegavelmente tem gags bacanas (as seqüências com o pastor que converte gays em héteros é uma das melhores) mas acredito que Baron Cohen sofre o mesmo problema de Will Ferrell: faz participações especiais em outros filmes são sensacionais (Ricky Bobby, Sweeney Todd) , mas invariavelmente não dão conta de mudar de careta ou de piada quando são protagonistas, transformando a coisa toda numa Praça é Nossa com orçamento ilimitado.










