O palhaço, o bobo, o jóker, o Coringa conclamava 300 nerds desocupados a serem reunidos em um ponto específico da cidade, para receber instruções, decifrar uns números, abrir um cofre e ganhar um brinde. Tá certo que todo mundo estava careca de saber que todo esse esforço ia resultar em 2 minutos de trailer, mas nerd gosta de sofrer, então eu, Gabi e Julio rumamos para o ponto de encontro marcado no site, o Vão Livre do Masp.
Chegamos bem cedo e cerca de 80 pessoas já marcavam presença, incluive o pessoal do Judão, Omelete, Brainstorm #9, alguns twitters, nerds fantasiados de Coringa entre outras espécies de nerds ainda não classificadas.
Aliás, é muito bom ir nesses lugares pois eu me sinto mais normal do que o normal.
O tempo passava e a ansiedade aumentava. Algumas cidades já tinham dado suas ações por encerradas e as pessoas se informavam no site tentando achar dicas do que poderia nos acontecer dali pra frente. Quando o relógio finalmente marcou 21:30 o que aconteceu ali foi um espetáculo único: praticamente 3 centenas de nerds que dedicariam praticamente toda uma existência ao junkie food e railer the Bao sedentarismo, correndo atrás de um objetivo comum: a tia do Bátema o trailer do filme. Entre pessoas correndo sem direção, traduções equivocadas e idéias idiotas, tentamos sem sucesso descobrir o que se passava. As dicas eram as seguintes:
Encontre a Esplanada Lina Bo Bardi. Lá, vire-se e encontre o prédio em pilastras (uma ordem alta, mesmo) e conte as janelas na fileira de baixo. Apenas as que você não consegue ver da rua. Guarde o número pra depois.
O MASP e suas milhares de janelas. Mas como assim da rua, depende do referencial e eu não estava afim de ser atropelado só pra contar janelas.
Agora, vá até o jardim mas não atravesse! Vire a direita e quando você vir o L de Palmeiras, vire outra direita e encontre as bandeiras. Você verá uma piscina torta à sua esquerda… Vá lá ver. No prédio atrás de você, há várias pessoas fazendo o melhor pra se “esfriarem”. Quantas?
Esse L de palmeiras foi uma das piadas mais sem graça da história toda. Passamos pelo Trianon que é cheio de palmeiras, achamos algumas que ficam na rua de trás do MASP mas na verdade o edifício estava bem longe dali: era o prédio do Itaú em formato de L que tinha meia dúzia de palmeiras na frente.
Agora, desça as escadas e vire a esquerda quando você vir um coração. Você verá uma rua familiar. Daqui, você poderá espiar uma casa velha para cachorros e gatos abandonados. Me diga quantos pilares existem nos trilhos na frente do prédio…
Essa aqui rendeu uma boa piada. Num dado momento, quando a esperança já tinha nos abandonado e estávamos passando pelo Parque Trianon, achamos uma lata de Panetone do lado de dentro do parque. A lata era amassada pra dentro e realmente parecia - dependendo do quão cansado você estava - um coração. Depois de uma breve vasculhada, reparamos que a idéia era absurda e que ninguém seria tão corno de fazer isso com as pessoas.
Quando chegamos a conclusão de que seríamos péssimos piratas e jamais encontraríamos um tesouro seguindo pistas um dos caras passa gritando pela gente e diz “O BÁTEMA!!! É NO CINEMA!!! É LÁ NA FRENTE!!! CORRE!!! E então nós corremos, minha gente. Uma fila enorme se formava em frente ao cinema, onde todos pegavam uma carta do Coringa que dava acesso ao novo trailer no Shopping Center 3. Parando pra pensar com frieza, era bastante óbvio. O cofre só seria aberto depois das 22:00. O shopping fechava as 22:00. Administradores de shopping não querem 300 nerds suados fazendo arruaça no local que administram. Ligando essas coisas era mais do que claro que a ação ocorreria lá, mas ninguém se deu conta disso.
Então finalmente vimos o novo trailer, que apesar de ser foda, ainda fica um pouco abaixo do primeiro. Mas só a sensação de ter participado de uma ação tão bacana e ainda ter visto o trailer na telona ao invés da resolução porquinha que o Youtube nos proporciona já valeu a pena. Apesar de já fazer uma semana que isso aconteceu, eu resolvi postar isso hoje porque neste domingo saíram as versões do trailer de Batman: The Dark Knight em alta definição. Clique no link e seja feliz (eu recomendo a versão monstruosa de 212MB. Vale a pena).

Se o problema fosse só esse, estava bom. O fato é que nosso amigo Meio Dólar estava lá no YO YO, PUT YOUR HAND IN THE AIR e alguém com um senso de oportunidade tremendo, aproveitou que todo mundo tava com a mão pra cima, subiu no palco e arrancou um dos muitos colares que 50 Cent carregava no pescoço. O cantor ainda tentou pegar o ladrão pulando no meio do público, mas não conseguiu, ficou putinho e abandonou o palco.
O que muito me admira é que um cara daquele tamanho, cercado de negões barra pesada, do tipo que tem mais assassinatos na ficha criminal do que dentes na boca deixa um maluquinho subir no palco, arrancar o colar do seu pescoço e sumir na poeira, sem acordar no dia segunte com a boca cheia de formiga numa viela no Capão.

Homem de Ferro (Iron Man, 2008) conta a história de Tony Stark, um industrial do ramo bélico que durante uma demonstração no Afeganistão de mais um de seus produtos, sofre um atentado e fica gravemente ferido. Os responsáveis são o grupo de terroristas conhecido como Os 10 Anéis que ironicamente utilizam armamento das indústrias Stark para exercer domínio sobre a população local. Quando finalmente consegue fugir de seus captores, Stark percebe que toda a sua genialidade foi canalizada de maneira errada e decide não mais fabricar armas, o que causa a fúria de Obadiah Stane (Jeff Bridges), um dos conselheiros da Indústrias Stark, que aos poucos se revela uma ameaça aos planos de Stark.

Tudo é bom em Homem de Ferro. A trilha que tem arranjos de Tom Morello do Rage Against the Machine, começa com AC DC e termina com Black Sabbath, os efeitos especiais além de serem fantásticos e absurdamente críveis (claro, pra um pedação de lata voando no céu) não são utilizados pra tapar buracos de um filme sem história, já que o roteiro escrito por Mark Fergus e Hawk Ostby além de apresentar quem é Stark para os espectadores de primeira viagem, consegue ser fiel a suas origens e acerta ao não inventar moda e amarrar todas as pontas mostradas no filme (exceto uma, que aparece depois dos letreiros, não tirem a bunda da cadeira até as luzes se acenderem), passando finalmente pela atuação afinada do seu quarteto de protagonistas, com destaque para Robert Downey Jr. que encarna um Tony Stark adoravelmente filho da puta. O tipo de personagem que todos amam odiar de uma maneira que provavelmente ninguém conseguiria fazer melhor.
Eu costumo classificar de memoráveis os filmes em que você se sente tão parte daquele universo fantástico, que mesmo depois que as luzes do cinema já se acenderam, você ainda acredita em tudo o que viu e quer fazer parte de tudo aquilo que acabou de acontecer. Seja retalhar pessoas com uma Hatori Hanzo depois de ver Kill Bill ou se pendurar em arranha-céus como em Homem Aranha.
Talvez por isso eu esteja a meia hora com uma uma assadeira presa ao peito, esperando algum malfeitor aparecer pra eu poder lançar uma biribinha mortal em direção a ele.
Muita coisa pra falar, pouco tempo pra atualizar. Preciso falar sobre:
- O movimento da Corda de Rua
- O lançamento do AOE Blogs
- A ação do viral da tia do Bátema
- A resenha do Homem de Ferro
- Da Rockband Party que vai rolar no Inferno
- Do ritual de acasalamento dos besouros Jurubeba que habitam o norte de Sumatra
- E de como eu quero que seja realizado o meu enterro ao final de todas essas atividades.
Amanhã é feriado, dia de toma uma ceva, fuma unzito e talvez atualizar o blog. Fiquem calmos, ainda volto a postar nesse ano, não quero ficar pagando hospedagem à toa.
Enfim, nessa história eu tõ com Blake e não abro: droga por droga, eu sou mais dar uma cheiradinha mesmo, porque… né?


Dos textos que eu pesquisei, o fato de que 80% das minhas anotações batem com boa parte da opinião alheia mostra que eu não estava tão pinel quando achei que esse era um dos melhores trabalhos que eu já tinha ouvido e que este era também um dos grandes álbuns da carreira de Eddie Vedder. Talvez o ponto alto dessa química seja a semelhança entre a história de Christopher McCandless, retratada no filme de Sean Penn e algumas passagens da vida do vocalista do Pearl Jam que também saiu de casa muito jovem perseguindo seus ideiais.
O cd tem pouco mais de 33 minutos e talvez tenha como único defeito a brevidade de algumas faixas como No Ceiling, que te obriga a ficar voltando a faixa querendo que uma música tão boa não acabe com menos de um minuto e meio e que, junto com Society - a mensagem fundamental que o personagem mostra durante o filme - e Hard Sun, um single radiofônico dos bons feito pra se cantar balançando os braços, cover de um canadense chamado Indio formam uma tríade de boas canções que indiscutivelmente são as melhores do cd.
São dignas de nota também, Far Behind que poderia estar em qualquer disco Pearl Jam, desplugado ou não, a soturna Long Nights que arrepia até o último fio de cabelo de cada ouvinte e End of the Road, que seria um belo desfecho pro trabalho - tanto pelo nome, quanto pela levada - embalada por isqueiros e tochas acesas, afinal levantar celular ligado não é tr00 além de ser frontalmente oposto a ideologia de desprendimento que a trilha e o filme passam.
Into the Wild é um trabalho intimista (e que nem por isso deixa de ser grandioso) que leva ao pé da letra a máxima de que tudo que é bom dura pouco e que mesmo assim imprime sua marca em quem ouve. Parafraseando a letra de No Ceiling:
Sure as I am breathing
Sure as I’m sad
I’ll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
And there’s a reason I’ll be, a reason I’ll be back
We’ll be back. Quantas vezes forem necessárias

Calma amiguinho, não se mate ainda. Dessa vez além de ser engraçado é por um bom motivo. Na internets, se você tem um bom tempo sobrando, você passa a inventar coisas idiotas pra manter sua mente ocupada enquanto o vídeo de anãs bêbadas besuntadas em óleo ainda não carregou no Pornotube. Com certeza foi assim que deve ter nascido a mania dos Song Charts no Flickr.
Algum engraçadinho fez um gráfico com uma música de sua preferência, mostrou pros amigos que comentaram algo parecido com LOLOLOLOL e estava feita a desgraça. A brincadeira seguiu como rastilho de pólvora e você acha todo o tipo de piada com toda a sorte de representação gráfica possível.

A galeria atualmente tem 781 gráficos de 671 membros diferentes que vão desde grandes hits dos Beatles e de Michael Jackson até sucessos recentes de programas de humor como Dick in a Box de Justin Timberlake e Andy Samberg e Fuckin’ Matt Damon com Sarah Silverman e com o próprio Matt Damon contando suas… preferências.

Entretanto, o que pouco de vê na galeria são músicas brasileiras, uma vez que até os os membros brazucas fazem graçolas com as músicas gringas. Enfim, cada um tem a piada que merece, afinal pra fazer alguma coisa engraçada tem que ter habilidade e tem que ter disposição e não apelar pra piada mais óbvia que aparecer na sua frente como eu fiz.

O outro lado ruim é que minha lista de livros não é assim tão vasta pra que eu possa responder tão bem o meme que o Zander me passou. Mas como falta de inspiração por aqui é mato e nunca se despreza um meme quando se está com um bloqueio criativo, aí vai a minha lista de 5 4 livros bons e um nem tanto que eu não li, mas a minha filha número 3 leu e disse que é muito bom já li.

Alta Fidelidade, Nick Hornby
Um crássico! Um resmungão (check) mal-resolvido (check) passa o dia todo fazendo listas (check) sobre assuntos nerds (check) com seus amigos nerds (check). E o que tinha um enorme potencial pra ser chato, ficou extremamente batuta e engraçado assim como eu . E ainda foi interpretado pelo John Cusack no cinema. Não tem como não gostar.

A Vida, o Universo e Tudo Mais, Douglas Adams
Eu poderia descambar aqui praquele papo de Faustão-falando-com- ator-genérico-da-Globo e dizer que a obra de Douglas Adams como um toda é genial, tanto no pessoal quanto no profissional e que quem sabe faz ao vivo e tal. Mas eu não preciso fazer isso porque vocês SABEM disso. E se não souberem, façam um favor a suas vidas e comprem. São só 20 pratas cada um. AVOUETM é o melhor deles, mas você tem que ler os outros pra não ficar boiando ainda mais do que os leitores que já estão acostumados.

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
Talvez o livro que eu mais tenha lido em toda a minha vida. Em parte porque eu o adoro e em parte porque minha vasta biblioteca até uns tempos atrás devia contar com uns 8 livros. Um dos maiores clichês do universo é fazer analogias entre fatos descritos em ficções científicas escritas no tempo que ainda se tampava guaraná com rolha e os dias atuais, mostrando como fulano era visionário e tal. Bom, eu poderia colocar uma meia dúzia de analogias aqui, mas não quero ser clichêzento.

Excalibur, Bernard Cornwell
O último livro das Crônicas de Arthur traz o desfecho da lenda de rei mais famoso que a Bretanha já teve contado sob o olhar de seu fiel escudeiro Derfel Cadarn. Cornwell se não é genial, é o puto que melhor sabe desenvolver uma rede de tramas que fazem com que você queira devorar o livro até pra saber como aquilo vai acabar.

Como ser legal, Nick Hornby
Se fosse pra ser uma coisa ruim de verdade, daquela que não servem nem pra limpar a bunda depois de uma dor de barriga, eu citaria Macunaíma: a mais hedionda entre todas as obras obrigatórias dos tempos de escola, mas já que é pra citar um que apenas nem é tão legal, ficamos com Como Ser Legal por um simples motivo com um trocadilho bem idiota: ele não é legal. Talvez por fugir do estereótipo de seus personagens trintões mal resolvidos ou então a história meio sem graça. O fato é que o que definitivamente, não é lá essas coisas.
Eu ia indicar essa maldição pra outras 5 pessoas, mas com todos os problemas que aconteceram essa semana por aqui, todas elas já foram indicadas. Então quem quiser faz, quem não quiser, fica a vonts. Blz, mlk?
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PS: Alguém consegue me explicar porque a lista diminui do Zander tem 5 livros e das pessoas que receberam tem 4. Eu sabia que eram 5, mas coloquei só 4 porque estava com preguiça mesmo. Aconteceu com vocês também?

Sou só eu ou mais alguém acha que essa capa é tão… 1993?
Resumidamente: BOOOOOOOOOOOORING.
Ia fazer um post rápido comentando a capa da Rolling Stone com a Fernanda Lima barriguda mas o Wordpress não está fazendo upload de imagens.
Então imaginem posts bonitos, cheios de amor, alegria, Kinder Ovo e talvez alguns peitinhos. Voltamos assim que tudo se normalizar.
PS: Pelo menos o suporte é rápido e aparentemente depois de 30 minutos o problema já está resolvido.
O motivo desse post é adicionar VOCÊ nessa lista. O Ato ou Efeito publicou no seu Especial Zumbis uma entrevista com Tiago Belotti e Rodrigo Luiz Martins, respectivamente diretor e produtor do primeiro filme independente brasileiro sobre zumbis, A Capital dos Mortos. Lá você confere detalhes sobre a produção, o desejo de transformar o filme numa trilogia, a história, o perrengue da exibição e distribuição e muito mais.
E é por isso que você tem que ir lá. O filme por enquanto está restrito ao circuito de festivais de Brasília. Se já é difícil ver alguns filmes americanos (nem precisam ser independentes) em uma cidade do tamanho de São Paulo, imaginem como seria com A Capital dos Mortos. Além de divulgar um projeto bacana, estimulando novas produções e ter seu cérebro comido por zumbis como forma de agradecimento (aparentemente isso é um sinal de afeição na comunidade zumbi) você ainda pode ganhar uma camiseta exclusiva do filme. Basta divulgar a entrevista do Ato ou Efeito com Tiago Belotti e Rodrigo Luiz Martins, se cadastrar nos comentários desse post e torcer pra ser escolhido.
A Capital dos Mortos estréia dia 02|05|2008 no Festival Curtíssimas em Brasília as 19:30. Se você é local e não estiver fazendo protesto na frente do Senado, prestigie. Leve seus amigos, parentes, até mesmo um deputado que esteja dando bobeira por lá.
Confira o trailer:
03 Apr
Posted by: Eric Franco in: Surdos
To-das-as-bi-chas-es-tão-em-pol-vo-ro-sa!!! (e eu admiro que mesmo depois de tanto tempo eu ainda consiga separar sílabas corretamente), mas quando você olha com uma visão menos gay mais imparcial, o vídeo não é lá tudo isso. Ok, um contador, afinal faltam 4 minutos pra salvar o mundo. É coerente, mas o clichê mandou lembranças. E mais um maldito dueto, disseminado pelos rappers americanos, mas que já estão out em Milão e Paris desde Dillema com Nelly e Kelly Rowland.
É esperar pra ver se o resto presta e pra ver quantas bichas me darão giletadas na rua. Quem viver, verá.